sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Artigo da Presidenta da CNTSS

Precisamos continuar o debate para garantir a lógica da vida e não a lógica do lucro

Escrito por: Maria Aparecida Faria, presidente da CNTSS


A 14º Conferência Nacional de Saúde, assim como a VIII Conferência Nacional de Assistência Social, foram espaços de participação e articulação social na elaboração, discussão e aprovação de propostas que se tornaram Deliberações para essas duas importantes políticas públicas SUS – Sistema Único de Saúde e SUAS – Sistema Único de Assistência Social, desde as etapas  municipais,  estaduais, chegando finalmente às nacionais. A organização e participação do conjunto da sociedade à partir dos municípios com representações que chegam até a nacional,  destas e das demais Conferências, vem consolidando a construção em curso no país da democracia participativa.

A CNTSS/CUT, entidade orgânica da CUT-Central Única dos Trabalhadores, desde sua fundação, vem seguindo dentro dos princípios Cutistas da defesa das Políticas Públicas e Sociais que venham garantir o direito pleno à cidadania (emprego, salário, moradia, transporte, saúde, educação, lazer, cultura, etc.) construindo na prática o que escrevemos em nossa Constituição Federal, junto com a classe trabalhadora.

A nossa posição tem sido pautada na aliança histórica entre trabalhadores e a sociedade civil, os “usuários” destas políticas.

A CNTSS sempre defendeu, e defende, a gestão e a gerência pública do SUS  por entender que esta é uma política de responsabilidade do Estado Brasileiro, na sua gestão , gerência e execução  como preconiza nossa constituição – direitos de todos , dever do Estado.

Estamos na luta pela sensibilização do Governo, Executivo e Legislativo para que promovam as reformas necessárias para melhorarem o financiamento da saúde, tendo em vista que os recursos advindos da regulamentação da EC 29 não serão suficientes. Sabemos dos problemas enfrentados pelo SUS, principalmente no que se refere a questões mais específicas da saúde. Problemas esses que trazem consequencias tanto para aqueles que estão sendo “atendidos” como para aqueles que “atendem”.

Por isso  é preciso que gestores, trabalhadores e sociedade debatam e encontrem proposta de gestão, gerenciamento e financiamento público para saúde, numa concepção que não seja empresarial, cujo “gasto” pressupõe um lucro financeiro, mas sim, na concepção de um Estado, cujo lucro do investimento seja pela vida, vida essa que não tem preço.

A Resolução da CUT em reunião nos dias 08 e 09 de dezembro corrente, vem reafirmar nossa posição e coerência durante a 14º Conferência Nacional de Saúde.

As deliberações da  14º Conferência Nacional de Saúde refletem que está posição é a do conjunto da sociedade brasileira, portanto é esta a posição dos trabalhadores da seguridade social , legitimada pela sua confederação – CNTSS/CUT.

Portaria suspende recursos dos municípios com irregularidades no cadastro - CNES

PORTARIA Nº 2.774, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo únicodo art. 87 da Constituição, e Considerando os esforços do Ministério da Saúde pela transparência nos repasses de recursos para a Atenção Básica; Considerando o disposto na Política Nacional de Atenção Básica, instituída pela Portaria nº 2.488/GM/MS, de 21 de outubro de 2011; Considerando o disposto na Portaria nº 750/SAS/MS, de 10 de outubro de 2006, que define o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) como base de cadastral para o Sistema de Informações de Atenção Básica (SIAB);
Considerando a responsabilidade do Ministério da Saúde pelo monitoramento da utilização dos recursos da Atenção Básica transferidos para Municípios e Distrito Federal; e Considerando a existência de irregularidades no cadastramento de profissionais da Saúde da Família identificadas no SCNES, resolve:

Art. 1º Suspender a transferência de incentivos financeiros referentes ao número de Equipes de Saúde da Família, de Equipes Saúde Bucal e de Agentes Comunitários de Saúde, da competência financeira outubro de 2011, dos Municípios que apresentaram duplicidade no cadastro de profissionais no SCNES, relacionados no Anexo a esta Portaria.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.


ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA
 
Postado por Fernando Cândido
Fonte: site do MS



Suspende a transferência de incentivos financeiros referentes ao número de Equipes de Saúde da Família, Equipes de Saúde Bucal e de Agentes Comunitários de Saúde nos Municípios com irregularidades no cadastro de profissionais no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).

Decreto presidencial visa evitar desvio de recursos públicos

Decreto 7.507/2011 que dispõe sobre a movimentação de recursos federais transferidos a Estados, Municípios e Distrito Federal já está em vigor.


Já está em vigor o Decreto 7.507/2011 que dispõe sobre a movimentação de recursos federais transferidos a Estados, Municípios e Distrito Federal.


A partir de agora, fica vedada a utilização de cheques sendo que as movimentações deverão ser realizadas, exclusivamente, por meio eletrônico.

Os recursos transferidos pela União para contas de governos sub-nacionais serão depositados e mantidos em contas específicas abertas para este fim, unicamente, em instituições financeiras federais (Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste do Brasil e Caixa Econômica Federal) com as quais o Fundo Nacional de Saúde já tem ou estabelecerá Acordos de Cooperação visando designar regras para a operacionalização.

Os Fundos de Saúde que atualmente recebem transferências do Fundo Nacional de Saúde em instituições financeiras não federais, terão restabelecidas as instituições federais, agências anteriormente utilizadas, com abertura automática de novas contas correntes com a titularidade do atual CNPJ do respectivo fundo de saúde.

Caso haja a intenção de alterar o domicilio bancário anteriormente utilizado, o gestor deverá se manifestar indicando a instituição bancária oficial federal e a agência de preferência, por oficio dirigido ao Diretor-Executivo do Fundo Nacional de Saúde para o endereço:

Esplanada dos Ministérios Bloco G, Anexo A ,2º andar,
Brasília- DF,

CEP 70058-900.

A conta corrente será aberta exclusivamente pelo Fundo Nacional de Saúde

Postado por Fernando Cândido
FONTE: FNS - Fundo Nacional de Saúde.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Prefeitos aumentam seu patrimônio

PF e MPF fazem operação em Traipu

Bens do prefeito Marcos Santos foram apreendidos, segundo a PF
Janaina Ribeiro e Regina Carvalho
Como desdobramento da Operação Tabanga, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela 8ª Vara Criminal da Justiça Federal de Alagoas. As medidas judiciais aconteceram na cidade de Traipu, Sertão do Estado. Seis veículos e uma embarcação foram recolhidos. A operação, que desta vez não recebeu nenhum nome específico, começou a ser executada por volta das 06h da manhã. Três equipes da PF se dividiram para cumprir os mandados. No povoado Capivara foram apreendidos três caminhões, dois F-4000 da Ford e outro Mercedes Benz. No momento da abordagem policial, os veículos estavam transportando trabalhadores nas carrocerias. Numa outra área rural, dentro de uma residência, a Polícia Federal recolheu uma caminhonete S-10, que está em nome de Marcos Douglas dos Santos, filho do prefeito de Traipu. Já num depósito na mesma localidade, foi apreendida uma lancha que está em nome de Marcos Santos. De acordo com o delegado de combate ao crime organizado da PF, Daniel Granjeiro, a maior parte dos veículos está em nome de ‘laranjas’ e as investigações da polícia e do Ministério Público Federal apontam que os referidos bens foram adquiridos de forma ilícita, por meio de desvio de recursos da Prefeitura Municipal de Traipu. “As investigações mostraram que houve crime de lavagem de dinheiro”, informou a autoridade policial. Segundo Granjeiro, não houve resistência aos cumprimentos dos mandados de busca e apreensão e, na hora da execução de cada um, nem o prefeito Marcos Santos e nem outras pessoas de sua família foram localizadas. A operação Tabanga A PF investiga o envolvimento do prefeito Marcos Santos no desvio de verba pública. Em setembro, ele a esposa Juliana Kummer tiveram a prisão decretada por envolvimento no esquema, todavia, eles fugiram de barco pelo Rio São Francisco e só reapareceram depois que tiveram a prisão relaxada pelo TRF da 5ª Região. Eles já foram indiciados. A Operação Tabanga foi desencadeada no dia 20 de setembro pela Polícia Federal para apurar crimes cometidos por uma suposta quadrilha, que seria liderada pelo prefeito Marcos Santos. Tal organização teria lesado os cofres públicos em cerca de R$ 8 milhões. Dentre as irregularidades cometidas, estariam o uso de notas fiscais falsas e fraudes em licitações.
Na hora de negociar a pauta de reivindicações dos trabalhadores é um chororô só, argumentam que a receita do município é pequena e o patrimônio deles crescendo assustadoramente (comentário nosso).
Postado por Fernando Cândido
Fonte: gazetaweb

Mínimo para 2012

Governo federal fixa salário mínimo em R$ 622 para 2012
Ministério do Planejamento enviou ao Congresso proposta de R$ 622,73. Expectativa era Dilma arredondar para R$ 625, mas ela reduziu o valor

A presidente Dilma Rousseff assinou decreto nesta sexta-feira (23) que fixa em R$ 622 o valor do salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A Casa Civil confirmou o novo valor, mas disse não saber se o texto já foi assinado por Dilma.

Atualmente, o mínimo é de R$ 545. O novo valor passa a ser pago a partir de fevereiro referente ao mês de janeiro.

Em novembro, o Ministério do Planejamento enviou ao Congresso Nacional proposta que corrigia o valor do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622,73. O valor foi aprovado pelo Congresso Nacional nesta quinta dentro do Orçamento da União de 2012.

A expectativa era de que Dilma arredondasse o valor do salário mínimo para R$ 625, no entanto ela reduziu o valor para R$ 622. No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arredondou o valor para cima.

Em fevereiro, o Congresso aprovou a política de valorização do mínimo para os próximos quatro anos. Segundo a regra, os reajustes serão calculados a partir do resultado da inflação do ano mais o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. O texto estabelece ainda que o valor exato será fixado por decreto pela presidente.

A possibilidade de fixar o salário por decreto chegou a ser questionada pela oposição no Supremo Tribunal Federal, mas a Corte manteve a lei.

O Ministério da Fazenda informou que não comentará o arredondamento para baixo. O G1 busca contato com o Ministério do Planejamento desde 15h, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

De acordo com números do governo federal, que estão na Lei de Diretrizes Orçamentárias sancionada recentemente pela presidente Dilma Rousseff, o aumento de R$ 1 no salário mínimo equivale a uma elevação de gastos de cerca de R$ 300 milhões.

Deste modo, um aumento de R$ 77 representa uma despesa extra de cerca de R$ 23 bilhões para o governo.

Pelo formato de correção acordado entre o governo federal e sindicatos, o salário mínimo deverá superar a barreira dos R$ 800 em 2015.

Postado por Fernando Cândido
Fonte: Gazetaweb

CUT 2012: conversaremos com os trabalhadores para acabar com o imposto sindical, diz presidente da Central

21/12/2011

Campanha para substituir imposto por contribuição definida em assembelia incluirá plebiscito e abaixo-assinado

Escrito por: Luiz Carvalho


No próxmo ano, a Central Única dos Trabalhadores vai com tudo para acabar com uma herança do sindicalismo pelego, atrelado ao Estado: o imposto sindical. Criado durante o governo de Getúlio Vargas, a cobrança compulsória faz com que a criação de sindicatos sem qualquer combatividade seja um grande negócio no Brasil, já que o dinheiro vem sem a necessidade de promover qualquer luta pelos trabalhadores.

Em entrevista ao Portal da CUT, o presidente Artur Henrique destaca que a Central promoverá plebiscitos nos locais de trabalho para verificar se a manutenção da estrutura sindical é o desejo dos trabalhadores ou se preferem uma contribuição negocial definida democraticamente pelos próprios trabalhadores em assembleias das categorias. Ele faz ainda um balanço deste ano e comenta que a pressão sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para aprovar a pauta dos trabalhadores será intensificada em 2012.

Esse ano de 2011 foi positivo para a CUT?
Artur Henrique – Acredito que sim. Desde o início do ano, com a ocupação do Congresso, depois com o Dia Nacional de Mobilização e, posteriormente, voltando a pressionar os deputados e senadores no início do segundo semestre para que aprovassem nossa pauta, realizamos muitas lutas. Ajudamos a construir a Marcha das Margaridas e tivemos vitórias importantes, como as categorias que conquistaram aumento acima da inflação, mesmo diante da pressão sobre nós com aquela ideia de que era preciso controlar a inflação evitando dar aumento de salário. As categorias foram à luta e aproveitaram o bom momento pelo qual estamos passando, apesar da crise internacional. Aprovamos também a política de valorização do salário mínimo, que vai ter agora no início de 2012 aumento real de 7,5% e será um importante instrumento para enfrentar a crise por meio do fortalecimento do mercado interno.

O Congresso jogou contra os trabalhadores?
Artur – A pauta dos interesses imediatos dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do Fator Previdenciário, a regulamentação da Convenção 151 da OIT (negociação no serviço público), a aprovação da Convenção 158 (para coibir a dispensa imotivada) e a luta contra a terceirização, que precariza as relações de trabalho, sofreram com a posição do Executivo e do Legislativo, que impediram avanços. Chegamos ao final do ano com a 151 parada na Casa Civil, após dois anos de debate e depois de ter sido aprovada no Congresso. Tivemos também que fazer uma grande campanha contra um projeto sobre terceirização que ainda está sendo articulado por alguns deputados ligados a outras centrais sindicais e é extremamente prejudicial aos trabalhadores. Enquanto a 158 sofreu perdas importantes em votações no Congresso. A agenda dos trabalhadores foi colocada em segundo plano. Precisamos de reformas estruturais para aprofundar mudanças.

Quais são essas reformas?
Artur – Estamos falando das reformas política, tributária, sindical e da democratização da comunicação, que não avançaram. Além da reforma agrária, da aprovação da PEC do Trabalho Escravo (que destina à reforma agrária propriedades onde for flagrada situação análoga à escravidão) e da defesa das propostas da CUT na Conferência do Trabalho decente, como a luta contra o trabalho infantil e contra o trabalho escravo. No segundo semestre também atualizaremos nossa plataforma para as eleições, enfocando principalmente propostas para o desenvolvimento regional. Além disso, acabamos de participar do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Fundo Social do Pré-Sal. Serão trilhões de dólares que poderão ser aplicados para combater a desigualdade, para acabar com a miséria, para melhorar os salários e a renda, para fazer o que precisamos fazer.

Em uma audiência recente na Câmara, somente a CUT defendeu o fim do imposto sindical, enquanto as demais se aliaram às entidades patronais. Ainda assim é possível acabar com o imposto?
Artur – O que as demais centrais estão fazendo não cabe na nossa ética sindical. As outras centrais e alguma entidades patronais não querem mudar a estrutura sindical, mas nós queremos e vamos falar diretamente com os trabalhadores. Para isso vamos fazer uma ampla campanha, um plebiscito, abaixo-assinado conversando com as bases. Queremos explicar que desejamos dar liberdade e autonomia para que decidam sobre a forma de sustentação das suas entidades sindicais e não um imposto que vem de cima para baixo. Isso será fundamental para que o movimento sindical brasileiro passe a construir entidades realmente representativas e preparadas para enfrentar os desafios da negociação coletiva e do contrato coletivo nacional por ramo de atividade.

Os empresários voltaram a bater na tecla da redução de impostos, apesar de defenderem o imposto sindical. O que a CUT pensa sobre isso?
Artur – Quando falamos em desoneração temos que voltar à tecla da reforma tributária. O Brasil não tem imposto sobre grandes fortunas, ao contrário de qualquer país desenvolvido. Se você cobrar 1,5% de 300 mil famílias que tem patrimônio acima de R$ 1 milhão você arrecada R$ 44 bilhões, valor suficiente para resolver o problema do financiamento da saúde, só para dar um exemplo. Em 2011, os empresários foram beneficiados com crédito mais barato e desonerações, mas não tivemos a implementação da progressividade dos impostos e a isenção do imposto de renda sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Quem mais reclama dos impostos é quem não precisa dos serviços públicos porque tem dinheiro para ir para o setor privado. Precisamos do Estado para garantir acesso universal à saúde de qualidade, educação, segurança.

A questão ambiental estará ainda mais presente no ano que vem com a Rio+20. Como a classe trabalhadora se insere nesse cenário?
Artur – Para discutir desenvolvimento sustentável devemos dar o mesmo peso para quatro pilares: econômico, social, ambiental e político. Isso envolve a agenda do trabalho decente. Há uma diferença absurda entre o que ganham os catadores de material reciclável e o ganho da indústria de alumino por conta do trabalho agregado desses catadores, por exemplo. Quando se fala em emprego verde precisa verificar se há carteira assinada, respeito aos direitos. As pessoas podem ter acesso ao desenvolvimento sem que precisem ter seis geladeiras, 10 carros, quatro apartamentos, como ocorre hoje. Podemos estabelecer uma grande aliança dos movimentos sociais com os governos progressistas para trabalhar propostas de desenvolvimento que considerem a mudança no modo de produção e consumo e levem em conta outros indicadores além do PIB. Temos que ter indicadores de felicidade, de qualidade de vida e não apenas econômico.

Postado por Fernando Cândido
Font: CUT

Votos da Família SINDACS-AL

Postado por Fernando Candido

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FUNDAÇÃO DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS AGENTES


SINDICATOS DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E DE COMBATE AS ENDEMIAS CRIAM FEDERAÇÃO NACIONAL DA CATEGORIA

Hoje, dia 20 de dezembro de 2011, no auditório do SINDSPREV-PE, em Recife foi fundada a FENASCE - Federação Nacional de Agentes Comunitários de saúde e de combate as Endemias. A FENASCE foi fruto de um intensivo debate que envolveu os Sindicatos dos Agentes dos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Roraima e Goiás, e só foi possível em função do apoio decisivo da CNTSS – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social e da CUT – Central Única dos Trabalhadores.
“O ACS e o ACE são fundamentais dentro da política de saúde preventiva no Brasil, e mesmo em condições extremamente adversas esses trabalhadores têm melhorado os indicadores sociais no nosso país, no entanto, há necessidade de se estabelecer uma política de valorização destes profissionais, evitando a sobrecarga de trabalho, sonegação de direitos trabalhistas, o assédio moral, etc.

Diante do poder organizativo sindical conferido ao trabalhador dentro do sistema confederativo e tendo em vista o nível de organização já demonstrado pela nossa categoria, os sindicalistas observaram que uma entidade de nível nacional servirá de instrumento para darmos continuidade e fortalecimento a luta por melhores dias para nossa categoria.
 Na assembléia de fundação foi deliberada a filiação da FENASCE a CUT – Central Única dos Trabalhadores, no entanto, dada a importância da unidade de ação da categoria foi decidido que sindicatos filiados a outras centrais sindicais podem se filiar a FENASCE..
A diretoria que terá um mandato de três anos tem a seguinte composição:
Presidente – Fernando Cândido – SINDACS-AL
Vice-Presidente – Audenilson Rangel – SINDACS-BA
Secretário Geral – Jorge Alberto – SINDACS-PE
Secretário de finanças – Cláudio Celestino – SINASCE
Secretário de formação – João Cavalcante - SINDACS-PE
Secretário Jurídico - Flaviney Almeida – SINDACSE-RR
A FENASCE também terá a grande missão de fortalecer os 13 Sindicatos de ACS e ACE filiados a CNTSS e a CUT, os SINDSAÚDE e SINDPREVS que tem  ACS e ACE em suas respectivas bases, filiar os sindicatos que não são base da CNTSS e CUT e incentivar a criação de outros sindicatos.
A assembléia geral de fundação da FENASCE foi presidida pelo Sandro Cezar, Presidente do Sindicato dos Agentes de Combate as Endemias do Rio de Janeiro e só participou os representantes dos sindicatos aptos a criar uma entidade de grau superior, ou seja, sindicato que tem registro sindical. 
Postado por Fernando Cândido

CUT 2012: paridade na Central e ratificação da 189 serão nossas prioridades, diz secretária da Mulher Trabalhadora

19/12/2011

Rosane Silva afirma que movimentos sociais lutarão para que o Brasil seja o primeiro a assinar Convenção sobre trabalho doméstico

Escrito por: Luiz Carvalho


O ano de 2011 foi de agenda cheia para as trabalhadoras cutistas: participação massiva na Marcha das Margaridas, conquista de resolução sobre paridade nos cargos diretivos aprovada na 13ª Plenária da CUT e, para fechar, o tema do mundo do trabalho como destaque na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.

Todos esses avanços são resultado de uma mobilização que deve ser ainda mais intensa em 2012, conforme destaca a secretária da Mulher Trabalhadora da Central, Rosane Silva. “Além da discussão sobre a presença de 50% de representantes de cada gênero nas direções de toda a estrutura da Central, incluindo a própria entidade, confederações, federações e sindicatos, que levaremos para o nosso congresso, nosso outro grande desafio é garantir um milhão e 200 mil assinaturas em um abaixo-assinado para o Brasil ratificar a Convenção 189 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), equiparando os direitos das trabalhadoras domésticas com os demais trabalhadores. Queremos entregar esse documento para a presidenta Dilma Rousseff porque é fundamental que sejamos os primeiros a adotar essa norma”, defende.

A dirigente acredita ainda que no próximo ano marcado por eleições municipais os trabalhadores poderão aprofundar a reflexão sobre o modelo de sociedade que desejam. “Não dá para discutir uma outra forma de desenvolvimento se não levarmos em conta o papel da mulher. As eleições permitirão que ataquemos esse ponto a partir da perspectiva local e a CUT deve construir sua plataforma para as eleições considerando a ótica feminista. Além disso, precisamos que mais mulheres ocupem espaços, como candidatas a vereadoras e prefeitas, fazendo com que avancemos na democracia”, acrescenta.

Balanço
Das ações com as quais a secretaria esteve envolvida, Rosane Silva lembra que a Marcha das Margaridas, que contou com a participação de 30 mil cutistas de todo o país, foi essencial como símbolo da organização das trabalhadoras. “Ao lado da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e do movimento de mulheres, conseguimos colocar 100 mil militantes para marchar na capital federal e pautamos a sociedade sobre a importância de estarmos pressentes na escolha do modelo de desenvolvimento que o Brasil deve adotar. Porque somos nós a responsáveis pelo cuidado a família, ainda temos negado o direito de decidir sobre nosso corpo, ainda estamos subrepresentadas no Congresso e nos espaços de poder, inclusive nos movimentos sociais. E ainda temos negado o direito à saúde e às políticas públicas”, acredita.

Dentro das instâncias da CUT também houve avanço sobre a questão da paridade entre trabalhadores e trabalhadoras. “Temos uma mulher presidenta, já tivemos avanços em partidos como o PT e também em outros países onde a organização sindical está mais adiantada. Nós completamos mais de 20 anos de políticas de cotas dentro da Central e o momento é de dar um passo maior e colocar em pauta novamente a nossa presença no espaço político. Conseguimos aprovar uma resolução de forma quase unânime sobre abrir o debate a respeito da paridade e nossa missão agora é avançar em 2012 para aprovar essa questão no 13º Congresso da CUT.”

Por fim, Rosane destaca o papel de todas as cutistas para que a Conferência Nacional de Políticas das Mulheres tivesse como um dos eixos centrais o mundo do trabalho. “Não apenas na discussão nacional, mas também nas estaduais e municipais conseguimos mobilizar nossas bases ao lado da Marcha Mundial de Mulheres da qual fazemos parte e aprovamos nossas prioridades como a ampliação do acesso às creches, políticas públicas que promovam a igualdade salarial e a valorização do trabalho doméstico. Demonstramos que o feminismo e o sindicalismo podem andar juntos para construir uma luta coletiva e unitária.”

Postado por Fernando Cândido
Fonte: CUT