quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Governo de Pernambuco garante auxílio para ACS

Agentes de saúde vão receber auxílio financeiro do Governo do Estado


Os agentes comunitários de saúde de Pernambuco vão receber auxílio financeiro do Governo para adquirir equipamentos e produtos de proteção individual contra patologias. A proposta que cria o Projeto Agente Protegido foi aprovada, nesta segunda (cinco de dezembro), pela Comissão de Administração da Assembleia. O benefício será de 200 reais, a ser concedido em mês determinado por portaria da Secretaria Estadual de Saúde.

Também está previsto para os beneficiários o recebimento mensal de 50 reais para a mesma finalidade. Na matéria, o Poder Executivo justifica que diariamente os profissionais realizam visitas às casas das famílias acompanhadas, expondo-se a variados microorganismos potencialmente lesivos à saúde. A ideia é reduzir a ocorrência de doenças relacionadas a essas atividades.

A Secretaria de Saúde será responsável por coordenar a implantação, execução e o monitoramento do projeto, além de promover o credenciamento dos agentes comunitários e monitorar a ocorrência de enfermidades ocupacionais no grupo de trabalhadores. Também cabe à pasta incentivar a participação dos profissionais em cursos e palestras referentes a cuidados com a saúde.

Presidente da Comissão, o deputado Aluísio Lessa, do PSB, ressaltou que o Governo do Estado é sensível às particularidades da categoria e tenta melhorar as condições de trabalho dos agentes comunitários. O colegiado aprovou, ainda, outras seis propostas
 
Postado por Fernando Cândido
FONTE:ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE PERNAMBUCO

Regular a mídia para democratizar a comunicação

07/12/2011

Esclarecedor artigo do professor Venício Lima

Escrito por: Carta Maior



A bandeira da democratização da mídia esconde uma falácia: insinua que a grande mídia, privada e comercial, seria passível de ser democratizada. Em termos da teoria liberal da imprensa, isso significaria trazer para dentro de si mesma “o mercado livre de ideias” representativo do conjunto da sociedade, isto é, plural e diverso.
·         Venício Lima
Publicado originalmente na revista Teoria e Debate, n° 95, dezembro de 2011.

Ao longo de 2011 participei de diversos debates sobre a mídia em diferentes estados brasileiros, e em todos certas questões sempre aparecem. O que significa democratizar a comunicação? Controle social da mídia é censura? A internet democratiza a comunicação? Liberdade de expressão e liberdade de imprensa são a mesma coisa? O que é “marco regulatório das comunicações”?
Os debates e suas perguntas recorrentes expressam a existência de um inegável “mal-estar” generalizado e cada vez mais difícil de esconder. Até mesmo a grande mídia está sendo obrigada a reconhecer que, independentemente de sua vontade, as transformações por que ela passa em decorrência da revolução digital e seu papel na democracia finalmente entraram na agenda pública e estão, sim, sendo debatidos.

Nesse contexto, uma diferença conceitual que me parece fundamental é aquela existente entre regular a mídia e democratizar a comunicação.
Em artigo publicado no Observatório da Imprensa nº 555, há mais de dois anos, chamei a atenção para o fato de que “democratizar a comunicação” tem sido uma espécie de bandeira histórica dos segmentos organizados da sociedade civil comprometidos com o avanço no setor.
Todavia, essa bandeira esconde uma falácia: insinua que a grande mídia, privada e comercial, seria passível de ser democratizada. Em termos da teoria liberal da imprensa, isso significaria trazer para dentro de si mesma “o mercado livre de ideias” (the market place of ideas) representativo do conjunto da sociedade, isto é, plural e diverso.
Argumentei que essa bandeira encontra dificuldades incontornáveis identificadas, sobretudo, com relação aos mitos da imparcialidade e da objetividade jornalística e da independência dos conglomerados de mídia. Ademais, mostrou-se inviável em sociedades como a Inglaterra, onde existe uma tradição historicamente consolidada de imprensa partidária.
“Democratizar a mídia”, portanto, seria viável apenas por meio de políticas públicas que garantam a regulação do mercado das empresas de mídia (a não oligopolização), vale dizer, basicamente, a concorrência entre as empresas que exploram o serviço público de radiodifusão e/ou as empresas de mídia impressa (que publicam jornais e revistas). E mais: estimulando a “máxima dispersão da propriedade” (Edwin Baker) através da criação e consolidação de sistemas alternativos de mídia – públicos/comunitários.
As normas e princípios para esse fim já estão na Constituição Federal, sobretudo no §5º do artigo 220, que diz expressamente que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”, e no “princípio da complementaridade” dos sistemas privado, público e estatal de radiodifusão, inserido no artigo 223, como critério a ser observado para as outorgas e renovações das concessões desse serviço público. Só que, como todos sabemos, essas normas e princípios não foram regulamentados pelo Congresso Nacional, e, portanto, não são cumpridos.
Por óbvio, regular o mercado nada tem a ver com regular o conteúdo da mídia existente.

Já a democratização da comunicação é um processo no qual temos avançando, em especial, por intermédio das potencialidades oferecidas pela internet. Aqui a bandeira principal é a inclusão digital, por meio da oferta de computadores a preços acessíveis a todos os segmentos da população e da universalização da banda larga, possibilitando a todos acesso de qualidade ao espaço interativo da internet.
Regular o mercado de mídia e democratizar a comunicação são, na verdade, aspectos complementares da conquista do direito à comunicação.
Tenho reiterado que conquistá-lo significa garantir a circulação da diversidade e da pluralidade de ideias existentes na sociedade, isto é, a universalidade da liberdade de expressão individual e coletiva. Essa garantia tem de ser buscada tanto “externamente” – pela regulação do mercado (sem propriedade cruzada nem oligopólios, priorizando a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal e a criação e consolidação de sistemas públicos/comunitários alternativos) – quanto “internamente” à mídia – cobrando o cumprimento dos Manuais de Redação que prometem (mas não praticam) a imparcialidade e a objetividade jornalística possíveis. E tem de ser buscada também no acesso universal à internet, explorando suas imensas possibilidades de superação da unidirecionalidade da mídia tradicional pela interatividade da comunicação dialógica, vale dizer, garantindo a participação e a presença de mais vozes no debate público.

·         Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.

Postado por Fernando Cândido
Fonte CUT-AL

Médicos do PSF mantêm greve em Alagoas

06/12/2011

Categoria pleiteia reajuste salarial em virtude de mudança na jornada de trabalho; paralisação estende-se por dois meses

Escrito por: Gazetaweb



Em mais uma assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), no Trapiche da Barra, os servidores do Programa de Saúde da Família (PSF) decidiram manter a greve da categoria, que já se estende por mais de dois meses e não tem prazo para finalizar. A categoria pleiteia reajuste no piso salarial e um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).

De acordo com o presidente do sindicato, Wellington Galvão, os municípios ainda se encontram fortes e determinados a permanecer com o movimento grevista, apesar de 40 cidades já terem encerrado a paralisação em decorrência de negociações entre categoria e prefeitura. No início de outubro, 90% dos municípios uniram-se para reivindicar seus direitos. “Infelizmente ou felizmente, algumas cidades já acabaram a greve. Agora, temos que lutar pelo restante, cujos salários ainda estão defasados”, esclareceu Wellington, referindo-se a locais, a exemplo de Cajueiro, Messias, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos, que estão com o “Programa estagnado”.

As reivindicações contemplam um piso salarial de R$ 18 mil, preconizado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), e que, segundo Galvão, suprirá a demanda da nova jornada de trabalho de 40h semanais, determinada pelo Ministério Público Federal (MPF). O presidente salienta que as negociações estão abertas, junto às prefeituras. “Caso não haja acordo que assegure um salário compatível com as horas trabalhadas, a categoria pedirá demissão”, alertou o presidente do Sinmed, ressaltando que os possíveis reajustes vão depender do perfil de cada município, isto é, distância, demanda de pacientes, número de unidades de saúde, dentre outros fatores.

Desde o surgimento do Programa, os médicos obtiveram, somente, um reajuste de 18,5%, com um quadro de diferenças salariais. Tais disparidades ocorreram quando o repasse - 70% de todos os recursos - ficou a encargo das prefeituras, uma vez que o Ministério da Saúde (MS) não conseguiu acompanhar o aumento do salário mínimo. Conforme acentuou Wellington, a saúde deveria ser tripartite: União, Estado e Município, o que “não corresponde à realidade vivenciada pelos servidores”.

Os médicos do PSF de Maceió não chegaram a aderir ao movimento grevista, pois não possuem motivos para negociações.

Apesar da paralisação, o sindicalista garante que 30% dos serviços continuam em pleno funcionamento.


Postado por Fernando Cândido
Fonte: CUT-AL

Homenagem ao companheiro LULA

Lula receberá o 1º Prêmio "CUT Democracia e Liberdade Sempre”

06/12/2011

A cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 13 de dezembro, às 19h30, no TUCA (Teatro da Universidade Católica), em São Paulo. Os premiados receberão o troféu símbolo do prêmio, criado pelo

Escrito por: CUT SP


A 1ª edição do Prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre já tem os vencedores. Os mais votados pelo público nas cinco primeiras categorias do prêmio foram: Maria da Penha, Rosalina Santa Cruz, Frei Beto, D. Pedro Casaldáliga e o MST. O ex-presidente Lula foi o escolhido para ser homenageado na 6ª categoria - “Personalidade de Destaque na Luta por Democracia e Liberdade”. A escolha foi pela Executiva da CUT com a colaboração de um grupo de parceiros, que também indicou os candidatos que concorreram nas outras categorias. A cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 13 de dezembro, às 19h30, no TUCA (Teatro da Universidade Católica), em São Paulo. Os premiados receberão o troféu símbolo do prêmio, criado pelo artista plástico Elifas Andreato.

Na ocasião, também serão homenageados os blogueiros progressitas e as quatro pessoas que colaboraram com a CUT na definição dos candidatos: Denise Fon (jornalista, anistiada política e membro do Grupo Tortura Nunca Mais), Emir Sader (sociólogo), José Dirceu (advogado, ex-deputado federal, ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente da União Estadual dos Estudantes), e Rildo Marques (diretor do Movimento Nacional de Direitos Humanos e membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana/SP).

Apresentação

Os mestres de cerimônia serão os atores Paulo Betti e Ester Goes. O músico Wagner Tiso fará o show de abertura do evento, que terá também a participação do Teatro Popular União e Olho Vivo.
Saiba mais sobre os vencedores do 1º Prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre

Categoria 1 – Personalidade de destaque na luta pela Redemocratização do Brasil:

ROSALINA DE SANTA CRUZ
Rosalina é Assistente Social e professora doutora da Faculdade de Serviço Social da PUC/SP. Feminista, atuou desde a década de 1970 no Movimento de Mulheres. Foi uma das editoras do Jornal Brasil Mulher. Foi presa política no período da ditadura militar e seu irmão, Fernando, é um dos desaparecidos políticos daquela época. Ela integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Depois, engajou-se na luta pela Anistia, sendo uma das ativistas do Comitê Brasileiro pela Anistia. Participou das lutas em defesa da LOAS (Lei da Assistência Social) e do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Categoria 2 – Personalidade de destaque na luta por Democracia, Cidadania e Direitos Humanos:

FREI BETTO
Frei dominicano e autor de 54 livros editados no Brasil e no exterior, Frei Betto é militante de movimentos sociais pelos direitos humanos na América Latina. Foi preso político da ditadura militar. Foi assessor especial do presidente Lula e coordenador da Mobilização Social do Programa Fome Zero. Foi coordenador da Anampos (Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindicais) e participou da fundação da CUT e da Central de Movimentos Populares. Assessorou o MST, Comunidades Eclesiais de Base e Pastoral Operária do ABC, entre outras organizações. É membro do conselho consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo.Nos últimos anos, recebeu 15 prêmios no Brasil e no exterior por sua luta incansável em prol dos Direitos Humanos.

Categoria 3 – Personalidade de destaque na luta por Democracia e Direitos dos Trabalhadores

MARIA DA PENHA
A cearense Maria da Penha é Farmacêutica e símbolo do combate à violência doméstica no Brasil. Em 1983, foi vítima de violência doméstica por parte de seu marido, que lhe desferiu um tiro nas costas enquanto dormia, deixando-a paraplégica. Lutou por justiça por quase 20 anos e, não obtendo resposta, denunciou o Brasil na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Isso resultou na condenação internacional do nosso país. Como decorrência de sua luta, foi criada a lei 11.340/06 - Lei Maria da Penha - de punição à violência contra a mulher, em vigor desde 2006.

Categoria 4 – Personalidade de destaque na luta por Democracia e Justiça no Campo

DOM PEDRO CASALDÁLIGA
Espanhol radicado no Brasil desde 1968, Dom Pedro Casaldáliga é bispo emérito de São Félix do Araguaia (Mato Grosso). Por sua postura em defesa dos direitos humanos, foi alvo de perseguição pela ditadura militar e recebeu inúmeras ameaças de morte, por apoiar trabalhadores rurais e a luta pela reforma agrária. O bispo também é um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Categoria 5 – Instituição de destaque na luta por Democracia e Liberdade

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST)
O Movimento dos Sem Terra foi criado em 1984, com o objetivo de intensificar a luta pela reforma agrária no Brasil e buscar a justiça no campo. O Movimento pretende que o país adote medidas contra a concentração fundiária, garantindo a inclusão social dos trabalhadores no campo.

Categoria 6 – Personalidade de destaque na luta por Democracia e Liberdade (escolhida pela CUT com colaboradores do Prêmio)

LULA
Referência para os movimentos sindical e social, Lula é uma das mais importantes referências para a história recente do Brasil. Líder metalúrgico, na década de 1970 esteve à frente das greves que desafiaram o regime militar no ABC paulista e que mudaram o sindicalismo no país. Fundou o Partido dos Trabalhadores e foi um dos principais articuladores para a fundação da Central Única dos Trabalhadores. Foi eleito deputado Constituinte em 1986. Elegeu-se presidente da República em 2002, cargo para o qual foi reeleito em 2006. Em seus oito anos de mandato, promoveu profundas mudanças no Brasil, conciliando o desenvolvimento econômico com o social, que tirou milhões de cidadãos da condição da miséria. Hoje Lula é referência mundial em programas sociais, como o de combate à fome e à miséria, e carrega a marca de ter sido o presidente com maior aprovação da história do País.

Postado por Fernando Cândido
Fonte: CNTSS

 

VIII Conferência Nacional de Assistência Social

06/12/2011

Consolidar o SUAS e valorizar os seus trabalhadores” é o tema do encontro que vai reunir, de 7 a 10 de dezembro de 2011, em Brasília, mais de duas mil pessoas.

Escrito por: CNS

  O Ministério do Desenvolvimento Sociale Combate à Fome (MDS) e o Conselho Nacional deAssistência Social(CNAS), por meio da Portaria MDS/CNAS nº 1, de 17 de dezembro de 2010, convoca extraordinariamente a VIII Conferência Nacional deAssistência Socialcom o fim deavaliar a situação atual da Assistência Sociale propor novas diretrizes para o seu aperfeiçoamento, a ser realizada em Brasília, Distrito Federal, no período de07 a 10 dedezembro de2011.
 A VIII Conferência Nacional deAssistência Socialtratará sobre os avanços na consolidação do Sistema Único deAssistência Social- SUAS com a valorização dos trabalhadores e a qualificação da gestão, dos serviços, programas, projetos e benefícios.
 Realizada pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a conferência terá quatro subtemas: estratégias para a estruturação da gestão do trabalho no Suas; reordenamento e qualificação dos serviços socioassistenciais; fortalecimento da participação e do controle social, e a centralidade do Suas na erradicação da extrema pobreza no Brasil.
Estará participando da conferencia a presidente da CNTSS, Maria Aparecida Faria.
Maiores informações no site: http://www.mds.gov.br/cnas/viii-conferencia-nacional

Em Maceió o SINDACS-AL está sendo representado no Conselho Municipalde Assistência Social pelo companheiro, Nelson Cordeiro, é o sindicato exercendo o controle social.

Postado por Fernando Cândido
Fonte: CNTSS

DESIGUALDADE NO ATENDIMENTO


Políticas públicas podem combater desigualdade no atendimento médico

06/12/2011

Segundo censo médico é grave a desigualdade na distribuição dos profissionais

Escrito por: Jéssica Santos de Souza, Rede Brasil Atual

São Paulo – As melhorias na saúde no Brasil dependem de políticas públicas que estimulem os médicos a se fixar nos locais de difícil acesso, afirma o médico e presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Junior. Ele reivindica a criação de uma carreira de estado para os médicos do serviço público nos moldes da existente no setor judiciário. Uma carreira com dedicação exclusiva, tempo integral e o ingresso a partir de concurso público e com remuneração compatível. "Só assim será possível implementar um modelo para o SUS (Sistema Único de Saúde) que, em termos de atendimento médico, se adeque às exigências da Constituição e as necessidades do povo brasileiro", disse.

Com base nos dados da pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada nesta semana, revelando que a proporção do número de médicos no país em 2011 é de 1,95 por mil habitantes e que a cada ano esse número aumenta, ele declarou: "Não faltam médicos no Brasil. O que existe é uma má distribuição dos profissionais".
Segundo o médico, a pesquisa foi feita para comprovar e combater o crescimento desenfreado de faculdades de medicina. "Desde o ano passado, governo federal fala que o problema na Saúde é a falta de médicos. Queríamos mostrar que não é essa a realidade", observou.

Os estados com maior concentração de médicos por mil habitantes são o Distrito Federal (4,02 ) e o Rio de Janeiro (3,57), enquanto o Amapá (0,96), Pará (0,83) e o Maranhão (0,68) têm menos de 1. O estudo não associa a quantidade de médicos à qualidade do atendimento. O sistema também é influenciado pelas condições geográficas, epidemiológicas e de estrutura dos serviços de saúde. Esses dados podem contribuir para combater a desigualdade de oferta dos profissionais.

As desigualdades em relação às capitais e os outros municípios dos estados são ainda maiores. Um dos motivos seria a concentração de serviços de saúde - hospitais, clínicas, laboratórios - e, portanto, maior oportunidade de trabalho. A cidade de São Paulo tem 4,44 médicos registrados por mil habitantes enquanto o estado tem 2,58. A capital do Espírito Santo, Vitória, tem 10,41, enquanto o estado tem somente 2,11. No Amapá, a diferença é menor, mas ainda assim, a capital Macapá tem 1,06 enquanto o estado tem 0,96.

O censo médico também constatou que a maioria dos médicos no mercados é jovem (até 39 anos representam 42,% dos profissionais) e que desde 2009 há mais mulheres (50,23%) formadas do que homens (49,77%).
No levantamento dos conselhos regionais de medicina um novo critério foi adicionado, o posto de trabalho médico ocupado. Ele mostra não só o profissional registrado, mas quantos médicos estão disponíveis para o atendimento da população. As informações vêm da base de dados da pesquisa Assistência Médico-Sanitária (AMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Quem determina a distribuição dos médicos é o mercado, ele que toma conta da saúde. O trabalho do estado é regular essa área e levar o serviço para a população. O mercado não pode regular uma coisa que afeta a saúde e a vida das pessoas", aponta Renato Azevedo.

Os números mostram que muitos profissionais ocupam mais de um posto de trabalho.Nas capitais há 5,89 postos por mil habitantes enquanto no país são 3,33. Se considerarmos a saúde privada e a pública os números são bem díspares. Comparando o SUS e o setor privado percebemos que há mais ofertas de postos de trabalho no setor privado, sendo que a população atendida pelo SUS é maior. Para cada mil usuários de planos de saúde há 7,6 postos de trabalho ocupados, já no SUS esse índice cai para 1,95.

Postado por Fernando Cândido
Fonte: CNTSS

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CONFERÊNCIA DE SAÚDE EXIGE GESTÃO PÚBLICA EXCLUSIVA DO SUS

O fim da terceirização da gestão da saúde pública foi a principal reivindicação da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que terminou neste domingo (4) em Brasília.

Escrito por: Por Agência Brasil

A expectativa é que as mais de 300 propostas de política pública aprovadas na conferência sejam aproveitadas pelos três níveis de governo - municipal, estadual e federal.
“Aprovamos contar para a sociedade brasileira que não é verdade que a sociedade rompeu com o SUS. Os representantes da sociedade que estavam aqui disseram que não é verdade que a gente se cansou, e não é verdade que não queremos lutar por isso e queremos entregar tudo para o mercado”, disse a coordenadora-geral do evento, Jurema Werneck.

Ela explicou que o sentido das propostas aprovadas não é que o Estado deixe de comprar leitos em hospitais privados quando não houver vagas no sistema público, mas que os governantes não repassem às instituições privadas a responsabilidade de administrar quando e como esses leitos serão usados.

De acordo com a coordenadora, o sistema atual – que vem sendo adotado por alguns estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco - permite falhas sem que o Estado seja responsabilizado por isso. “A gente está mantendo a ideia de que o SUS é publico. A regra é não transferir serviços para organizações sociais, que são empresas disfarçadas que acabam precarizando o trabalho, acabam não entregando o serviço que a gente comprou, e acabam não garantido o serviço à população”, declarou Jurema Werneck.

O ministro Alexandre Padilha, que participou do encerramento do evento, disse que o SUS saiu mais fortalecido da conferência. “Viva o controle social”, disse Padilha, ao encerrar a última votação do dia.


Imposto -
A proposta de criação de um imposto para custear o sistema de saúde pública foi rejeitada na Conferência Nacional de Saúde.
 De acordo com os organizadores da conferência, a possibilidade de criação do imposto sequer chegou à discussão da plenária final, uma vez que foi rejeitada pela maioria dos grupos de trabalho nos primeiros dias do evento.
Desde o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), em 2007, a ideia de um novo imposto para financiar a área de saúde vem pautando discussões políticas do Executivo e do Legislativo.
“O que aconteceu é que a influência da mídia e a desinformação levaram os delegados [da conferência] a rejeitarem a proposta de um novo imposto, mesmo que ele só atingisse movimentação acima de R$ 4 mil. Seria o primeiro imposto que atingiria proporcionalmente os mais ricos, ao contrário da maioria dos encargos atuais, mas infelizmente não passou”, lamentou Pedro Tourinho, do Conselho Nacional de Saúde.

Os delegados da conferência entenderam, no entanto, que a necessidade de aumentar o financiamento da saúde é urgente e se colocaram favoravelmente à aprovação da Emenda 29, que atualmente tramita no Congresso Nacional. A emenda determina que a União deve investir, na saúde, 10% da arrecadação de impostos, com percentuais de 12% para os estados e 15% para os municípios.

De acordo com a coordenadora-geral da conferência, Jurema Werneck, a questão do imposto estava dentro do debate da ampliação do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa de aditivos. “Sim, é preciso ampliar o dinheiro da saúde, porque está faltando dinheiro. Muito do que não está funcionando é porque tiraram o dinheiro de lá e colocaram no mercado, foi desviado e a gente conhece os escândalos de corrupção. Não está havendo qualidade na gestão”.

Postado por Fernando Cãndido
Fonte CNTSS

SINDACS-AL PRESENTE NOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS

SINDACS-AL SE REÚNE COM AGENTES DE CAMPO ALEGRE

                   
       No dia 3O de novembro, às 9h, na Câmara de Vereadores, o SINDACS-AL, através de seu vice-presidente, José Anselmo se reuniu com os agentes de saúde de Campo Alegre, na oportunidade participou de uma audiência publica sobre o PCC, dos funcionários públicos. Como encaminhamento foi entregue um oficio para o prefeito e para o secretário de saúde, com a pauta de reivindicações da categoria.

Postado por Fernando Cândido

SINDACS-AL EM AÇÃO NOS MUNICÍPIOS ALAGOAS


SINDACS-AL DE REÚNE COM AGENTES DE CRAÍBAS

No dia 01 de dezembro, deste ano, às 9h, o SINDACS-AL esteve reunido com os Agentes do municipio de Craíbas. A reunião aconteceu  na sede do sindicato dos trabalhadores rurais daquele município e contou com a participação do vice-presidente e coordenador da região Anselmo dos santos, o objetivo da reunião foi levantar a pauta de reivindicações da categoria para ser entregue ao gestor. No mesmo dia, a secretária de administração de Craíbas em reunião como SINDACS-AL anunciou que no dia 06 do corrente, às 9h, na sede da secretaria de saúde, haverá uma reunião com a secretaria de saúde e o prefeito para discutir as reivindicações dos agentes com o SINDACS-AL.

Postado por Fernando Cândido

domingo, 4 de dezembro de 2011

Agentes de Saúde assumem presidência e vice no Conselho Municipal de Saúde de Teotônio


Paulinho e sua esposa Núbia ao lado de Leandro e sua noiva Vilma


     
    No dia 01 de dezembro, às 19h, no Centro Cultural em Teotônio Vilela, aconteceu uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde e, também, a posse dos Conselheiros eleitos a presidente, Paulo Oliveira, e vice-presidente, Leandro Silva, ambos Agentes Comunitários de Saúde, a solenidade teve a presença de vários agentes daquele município.
     O Conselho de Saúde é órgão colegiado, deliberativo e permanente do Sistema Único de Saúde - SUS em cada esfera de Governo, com composição, organização e competência fixadas na Lei nº 8.142/90 (resolução n.º 333, de 04 de novembro de 2003, do Conselho Nacional de Saúde.
     O SINDACS-AL tem incentivado a categoria assumir os espaços de poder em seus respectivos município, sobretudo nos conselhos de saúde, pois seu objetivo é a participação da sociedade organizada na administração da Saúde, como Subsistema da Seguridade Social, propiciando seu controle social
    Boa sorte aos companheiros e que Deus os iluminem nesta grandiosa jornada e parabéns a todos os Agentes que prestigiaram o evento!

Postado por Fernando Cândido