sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Novas lideranças nos quadros do SINDACS-AL

Roberto ACE de Endemias de Coruripe e Coordenador da Região do Litoral Sul

Ananias, ACS de Ouro Branco e Coordenador da Região do Sertão

O SINDACS-AL teve um encremento em seus quadros com a chegada dos companheiros Roberto de Coruripe e Ananias de Ouro Branco, lideranças fortes que com certeza fortalecerão a luta da nossa categoria. O SINDACS-AL em nome da categoria agradece a vinda dos companheiros.
Agentes de Santa Luzia do Norte e seu coordenador regional Nelson Cordeiro

Agentes de Coqueiro seco e o Presidente do SINDACS-AL Fernando Cândido

Agentes de Satuba e Fernando Cândido
Agentes de Satuba e Nelson Cordeiro





















O SINDACS-AL, através de seu Presidente, Fernando Cândido e do Coordenador Regional Nelson Cordeiro, estiverão presentes nos municípios de Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Pilar e Satuba. As reuniões fazem parte de um calendário de visitas as bases realizado pelo Presidente do SINDACS-AL e teve como objetivo contribuir no avanço das conquistas dos companheiros e companheiras. Vários encaminhamentos foram feitos e certamente contribuiram no processo de consolidação dos direitos dos trabalhadores ACSs e ACEs.

Prefeitura da Barra de São Miguel efetiva Agentes

Prefeito Reginaldo Andrade ao lado dos Agentes efetivados e do Diretor do SINDACS-AL Nelson Cordeiro





De azul: Secretário de Saúde José Lamartine

     O Prefeito Reginaldo Andrade e o Secretário de Saúde José Lamartine do município de Barra de São Miguel empossaram os Agentes e os incorporaram aos quadros efetivos do município, com base na EC-51 e na lei Federal 11.350. A sessão solene contou ainda com a participação da coordenadora do PSF Diana Patrícia  e do diretor e coordenador regional do SINDACS-AL Nelson Cordeiro. A efetivação dos companheiros era uma reivindicação antiga do Sindacs-al.
     O SINDACS-AL em 2007 deflagrou uma campanha pela efetivação dos Agentes de Alagoas, ao longo desse período buscou no convencimento, que cominou na decisão Política do Prefeito em promover o aproveitamento destes trabalhadores experientes e qualificados com base na EC-51. Estamos no processo de consolidação da campanha que resultou na incorporação de vários trabalhadores nos quadros efetivos do município.
Foram efetivados os Companheiros: Givanildo, e as companheiras: Vera, Lúcia e Rosenilda, e pra comemorar esse momento tão marcante, foi oferecido pela coordenação do PSF uma deliciosa feijoada


Postado por Fernando Cândido


Presidente da CUT fala na abertura da Conferência

Na Conferência de Saúde, Artur defende 1,5% anuais de imposto sobre grandes fortunas para gerar R$ 50 bi para o SUS

01/12/2011

Escrito por: Isaías Dalle e Marize Muniz

O presidente da CUT Artur Henrique defendeu nesta quinta-feira a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) destinado a complementar as verbas necessárias para financiar a saúde pública brasileira.
Artur fez a defesa durante sua intervenção na abertura da 14º Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, na tarde desta quinta, dia 1º. Na ocasião, ele aproveitou para alertar os movimentos sociais sobre a necessidade de todos se prepararem para explicar para a sociedade o que é, de fato, esse novo imposto e quem será taxado.
"É importante deixar claro que estamos propondo a cobrança de um imposto da minoria da população para que a maioria tenha saúde de qualidade. Não podemos fugir dos falsos debates que surgem na mídia - de que o SUS não precisa de mais recursos apenas de gestão - toda vez que começamos a discutir o Imposto sobre Grandes Fortunas no país".
Segundo Artur, se os movimentos sociais não se prepararem para essa disputa, vencerá a desinformação e a regulamentação do imposto ficará nas gavetas das autoridades. "Quem mais reclama é quem não vai pagar e a versão que predomina é a de que o SUS só precisa de gestão.  Não é verdade. O SUS precisa de mais recursos e também de mais gestão".  
 
Após o alerta, o presidente da CUT divulgou estudo realizado pela subseção do Dieese na CUT Nacional, que fundamenta a criação do imposto.
O estudo conclui que para o Brasil se igualar à média mundial de investimentos em saúde per capita, precisa incrementar as verbas para o setor em aproximadamente R$ 50 bilhões por ano. Segundo os números mais recentes da Organização Mundial de Saúde, em 2008 o gasto público com saúde por pessoa foi de US$ 385 no Brasil. No mesmo ano, a média mundial foi de US$ 524. Essa diferença de US$ 139, ou R$ 260, multiplicada pelo número de brasileiros estimados pelo último Censo do IBGE, resulta nos R$ 50 bilhões estimados pelo Dieese.
Para atingir esse montante, a CUT defende a taxação das grandes fortunas. Com base nos dados públicos sobre as grandes fortunas brasileiras, a CUT propõe a incidência de uma única alíquota anual de 1,5% sobre dois grupos:
a)    5 mil famílias mais ricas do Brasil (identificadas pelo estudo de Marcio Pochmann intitulado “Atlas da Exclusão Social: os Ricos no Brasil) que detêm mais de 3% da renda nacional e cujo patrimônio pessoal equivale a 40% do PIB
b)    cerca de 300 mil famílias que respondem por mais de 50% da riqueza pessoal do País e cujo patrimônio médio é de aproximadamente US$ 2, 2 milhões de dólares.
Levados em conta o PIB registrado em 2010 e a taxa de câmbio atual e considerando que os bens patrimoniais imobiliários e mobiliários serão avaliados pelos valores correntes de mercado, atingem-se os R$ 50 bilhões.
O estudo destaca ainda que os dados públicos sobre a riqueza no Brasil são poucos e defasados, além de o dinheiro no exterior não ser quantificado.
O mérito do IGF, conclui o estudo, é justamente “quebrar” a lógica da estrutura tributária atual cuja carga maior recai sobre consumo. Essa “quebra” leva em conta critérios de justiça social.
O IGF está previsto na Constituição, elaborada em 1988.
Outra medida que o governo pode tomar, de acordo com o estudo, é transferir parte do recurso gasto com o serviço da dívida pública mobiliária federal/pagamento de juros por parte do governo federal. Cada 1% de redução da taxa de juros significa uma economia em torno de R$ 20 bilhões no orçamento público.
Para conhecer o estudo completo, clique aqui.

Governo e oposição fecham calendário para votar DRU e recursos para a saúde


Emenda 29

Depois de longa discussão entre senadores da base do governo e da oposição, os líderes partidários chegaram a acordo em torno da votação da prorrogação do mecanismo de Desvinculação de Receitas da União (DRUEntenda o assunto) e da regulamentação da Emenda 29, que contempla recursos para a saúde. O exame dessas duas matérias vinha provocando quebra de braço entre o governo e a oposição, já que ao primeiro interessa a rápida aprovação da DRU, enquanto a oposição pressiona pela urgência na regulamentação da Emenda 29.

O impasse sobre o calendário de votações no Plenário foi solucionado na tarde desta quarta-feira (30), após fortes críticas e acusações mútuas de quebra de acordos e desrespeito a normas regimentais e constitucionais. Pela manhã, depois de reunião dos líderes com o presidente do Senado, o assunto parecia resolvido, mas as interpretações divergentes renasceram à tarde durante a sessão plenária, a princípio comandada pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), 1ª vice-presidente, e depois pelo presidente José Sarney.

Com o acordo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 114/2011, que prorroga a DRU até 2015, começará a ser discutida nesta sexta-feira (2), tendo seus interstícios (prazos regimentais) quebrados. O substitutivo da Câmara aos PLS 121/2007, que regulamenta a Emenda 29, continuará em regime de urgência.


Antes do acordo, que envolveu vários senadores e todos os líderes partidários, os governistas haviam conseguido aprovar requerimento para acelerar a tramitação da PEC da DRU, cuja discussão seria iniciada já na quinta-feira (1º). Senadores do DEM, PSDB e PSOL argumentaram que a quebra de interstício de uma proposta de emenda à Constituição não poderia ser aprovada antes de passados dez dias da publicação da matéria no Diário do Senado Federal. Este prazo só se completará na próxima semana. Parlamentares governistas, também citando normas constitucionais e regimentais, argumentaram que a quebra de interstício estava dentro da normalidade.


"Por que fazer acordos para depois não serem cumpridos? A palavra é o único patrimônio que um político tem de verdade" protestou o líder do DEM, Demostenes Torres (GO).

"Não vamos ceder ao jogo de chantagem que está sendo feito aqui, cujo único objetivo é tentar impedir que haja a votação da DRU" disse o relator da Emenda 29, Humberto Costa (PT-PE). E é exatamente por conta das chicanas que estão sendo montadas aqui que nos utilizamos do Regimento. Não fizemos nada antirregimental para que se quebrasse o interstício nesse processo da discussão."

O mesmo Humberto Costa já havia pedido o testemunho do presidente do Senado, José Sarney, em relação ao que teria sido acordado na reunião da manhã:

"A oposição apresentou uma proposta, aceita por nós, de que até a próxima terça-feira, daríamos uma resposta à oposição, se nós votaríamos ou não a regulamentação da Emenda nº 29 ainda este ano. Não entendi muito bem por que essa matéria foi colocada neste momento para o início da discussão. Porém, nós vamos retirar a urgência, sim, e vamos colocar nossa cara claramente, porque nós não temos vergonha da nossa posição em relação à condução da área da saúde neste País."


A solução foi, por consenso, contar as sessões de tramitação da DRU a partir de sexta-feira, como queria a oposição. Em compensação, os oposicionistas concordaram em dar mais prazo (até terça) para que o governo apresente uma proposta de regulamentação da Emenda 29.

Logo depois da resolução do impasse, o presidente José Sarney deu início à apreciação do substitutivo da Câmara ao PLS 121/07 - Complementar, justamente a matéria que regulamenta a Emenda 29. A base do governo tentou então retirar a urgência dessa matéria, o que levou a novos protestos da oposição. Em seguida, governo e oposição conseguiram chegar ao acordo, tendo sido mantida a urgência. O relator da matéria, senador Humberto Costa (PT-PE), se comprometeu a dar uma resposta até a próxima terça-feira (6) sobre se o projeto será votado ou não.

Modificações

Humberto Costa já havia avisado, no dia anterior, pretender modificar o substitutivo da Câmara ao PLS 121/07. Ele adiantou que deverá retirar do projeto emenda que retira os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) da base de cálculo para definição do percentual mínimo para a área de saúde.

O líder do PT informou também que deverá convidar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para vir ao Senado debater o assunto. A queda de braço entre governo e oposição sobre a regulamentação da Emenda 29 continua nos próximos dias. A oposição ainda acredita na aprovação da matéria em 2011, mas os governistas tentam adiá-la o máximo possível.

Constituição

De acordo com a Constituição e com o Regimento Interno do Senado, uma PEC, depois de incluída na pauta do Plenário, precisa ser discutida, em primeiro turno, durante cinco sessões deliberativas consecutivas. Nessas sessões, podem ser apresentadas emendas, que devem ser assinadas, cada uma, por um terço dos senadores.

Se ao final da discussão não tiver sido apresentada nenhuma emenda, a PEC pode ser votada em primeiro turno. A votação é realizada por meio do painel eletrônico, exigindo o quórum de três quintos dos senadores (49) para que seja aprovada.

Se aprovada, deve ser incluída novamente na ordem do dia, para o segundo turno de discussão e votação. Antes, é preciso que cumpra um interstício de cinco dias úteis.

Em vez de cinco sessões de discussão consecutivas, como é obrigatório no primeiro turno de votação, no segundo turno são necessárias apenas três sessões deliberativas de discussão, que não precisam ser consecutivas.

Assim, a PEC que prorroga a DRU até 2015 poderá ser votada em primeiro turno no Plenário do Senado na quinta-feira (8). Antes, na terça-feira (6), a oposição vai cobrar o posicionamento definitivo da base governista sobre a possibilidade de votação da regulamentação da Emenda 29 ainda em 2011.

Da Agência Senado

Efetivação no Estado do Maranhão

Prefeitura de Timon/MA: Prefeita efetiva 329 Agentes Comunitários de Saúde




Foto: Prefeita Socorro Waquim
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Fale agora com a Prefeita Socorro Waquim

A Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem orgulho de ser o primeiro Blog da categoria a divulgar esta maravilhosa notícia. Esperamos que casos como este seja cada vez mais recorrente!

A efetivação dos 329 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Timon é um dos atos mais importantes da segunda gestão do Governo da Professora Socorro Waquim. E reflete o resgate de cidadania e dignidade que tem sido feito pelo seu governo nos dois mandatos, assim se pronunciou o secretário Neto Neiva, na solenidade de assinatura das portarias de nomeação dos agentes, tornando-os efetivos para o exercício do cargo público junto a Secretaria Municipal de Saúde.
Há mais de vinte anos os agentes lutavam para a efetivação. Selecionados em quatro etapas a partir de 1991, 1996, 2003 e 2006, os agentes, nesse período criaram até sindicato para lutar pela efetivação. Quatro deles não conseguiram ser efetivados e foram lembrados “in memoriam” pela luta.

Em 2008, a Prefeita Socorro Waquim tomou a decisão de efetivar os agentes dentro de um processo que não fosse questionado posteriormente. A partir daí foi criada uma comissão para discutir com o governo e poder legislativo a melhor forma de efetivação. “A Lei Municipal 1629, de 14 de maio de 2010, hoje é modelo e deverá ser implantada em outros municípios”, afirmou o deputado federal Professor Sétimo.

Para o presidente da Câmara, Thales Waquim o que mais prevaleceu no processo de efetivação foi o entendimento do sindicato e comissão dos agentes e a flexibilidade do governo municipal. Ele fez questão de enaltecer o trabalho da presidente do Sindicato Valdelice dos Santos, que respeitou todos os questionamentos e opinou junto à Câmara para que o processo fosse aprovado de forma contemplativa para categoria. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Valdelice dos Santos fez questão de agradecer a todos que lutaram pela grande conquista da categoria. Ele disse que apesar do grande avanço continuaria lutando por melhores condições de trabalho para os agentes; “fazer saúde nesse país é uma tarefa difícil, Timon está inserida nesse processo, mas os agentes fazem tudo o que é possível para atender as comunidades e fazer chegar as informações e dados até as unidades de saúde”, reafirmou a presidente.
Piso Salarial para agentes

De acordo com o deputado Professor Sétimo a luta dos agentes não termina com a efetivação, pois, resguardados por lei com segurança jurídica e dado a importância de seu trabalho junto a comunidade, existe um indicativo de criação do piso salarial dos agentes comunitários.
A partir de janeiro de 2012, já efetivados, o secretário Neto Neiva afirmou que os ACS entram num processo de permanente qualificação para a prestação de um serviço qualidade para a população timonense.

Essencialidade do trabalho dos agentes
O trabalho dos agentes de saúde é essencial para os municípios. Com visitas domiciliares eles têm uma missão importante ao tratar diretamente com as pessoas as questões de saúde pública.
Agente Comunitário de Saúde (ACS) mora na comunidade e está vinculado à USF que atende a comunidade. Ele faz parte do time da Saúde da Família!
Quem é o agente comunitário? È alguém que se destaca na comunidade, pela capacidade de se comunicar com as pessoas, pela liderança natural que exerce. O ACS funciona como elo entre e a comunidade. Está em contato permanente com as famílias, o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde, realizado por toda a equipe. É também um elo cultural, que dá mais força ao trabalho educativo, ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular. (http://www.famema.br).

Um longo caminho percorrido
Ao longo desses 20 anos, a categoria resistiu há inúmeras dificuldades. Segundo Valdelice dos Santos, em 1993, eles passaram seis meses sem receber seus salários. Mas se hoje lutamos por nossos direitos, também temos deveres a cumprir e a população deve entender esses deveres que tem haver com o nosso trabalho, por isso trabalhar para a limpeza de uma comunidade sem esperar somente pelo serviço público é uma das atividades que ajuda no trabalho do agente, disse ela.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Audiência discutirá jornada de trabalho de enfermeiros e auxiliares de enfermagem

30/11/2011

A Comissão de Legislação Participativa promove hoje (30) audiência pública para discutir a regulamentação da jornada de trabalho de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

Escrito por: Agência Câmara

O Projeto de Lei 2295/00, que aguarda votação na Câmara, reduz de 40 para 30 horas a carga de trabalho semanal dessas categorias. A proposta aguarda inclusão na pauta do Plenário desde 2009.
A audiência desta quarta-feira foi proposta pelo presidente da comissão, deputado Vitor Paulo (PRB-RJ), a partir de sugestão da Federação Nacional dos Enfermeiros. Participará dos debates, entre outros convidados o supervisor do Escritório do Dieese no Distrito Federal, Clóvis Scherer, que falará sobre o impacto financeiro do projeto.
Além de diversos deputados ligados ao tema, participarão do debate logo na abertura da audiência o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri; a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano; o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), João Rodrigues; e a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Ivone Cabral. À tarde, o assessor técnico da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Eduardo Perillo fará sua exposição sobre o tema.


Às 17 horas, está prevista a entrega de um requerimento dos líderes partidários sobre o assunto ao presidente da Câmara, Marco Maia, no Salão Verde. Maia também foi convidado para a abertura da audiência, mas ainda não confirmou presença.

O tema já foi discutidopela comissão em maio deste ano, em seminário nacional sobre as condições de trabalho na saúde. A audiência está marcada para as 14 horas, no Plenário 3.

Mundo do trabalho em saúde

Enttrevista com Denise Motta Dau

Escrito por:


As questões que envolvem o mundo do trabalho em saúde estão presentes há bastante tempo na vida de Denise Motta Dau. Assistente social e mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde de São Paulo, sua participação nas instâncias políticas de articulação de trabalhadores é profícua: a atual diretora do Departamento da Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (Degerts/SGTES/MS) já passou pela presidência da Confederação Nacional de Seguridade Social, entre 2001 e 2004, e pela Secretaria de Relações de Trabalho (ambos órgãos da CUT, Central Única dos Trabalhadores) até ser convidada para compor a gestão de Alexandre Padilha.

Nesta entrevista, Denise resgata o significado dos anos neoliberais para situar o momento atual da gestão do trabalho em saúde, fala sobre a atuação da Mesa Nacional de Negociação Permanente, que desde 2003, quando voltou a funcionar, já assinou sete protocolos – dentre eles o da carreira multiprofissional, que estabelece as diretrizes do Plano de Carreira, Cargos e Salários do SUS (PCC-SUS) – e sobre os diversos projetos do Degerts.
Leia a entrevista na íntegra

Chamada da matéria - SindSaúde SP

14ª CNS começa hoje

A solenidade de abertura acontece no dia 1ª de dezembro e contará com a presença da presidente, Dilma Rousseff, e do presidente da 14ª Conferência, ministro Alexandre Padilha, além de outras autoridade.

Escrito por: CNS


A abertura e as plenárias serão transmitidas em tempo real pelo DataSUS, Rádio Nacional, Canal Saúde e pela Rádio Web dos Radialistas do Estado de São Paulo. A transmissão pode ser acompanhada ainda pelo site da 14ª CNS no http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html.
Balanço
Mais de 4370 conferências municipais e estaduais foram realizadas, entre abril e outubro, para subsidiar o debate durante a etapa nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde (CNS). Ao todo, mais de 900 propostas elaboradas durante essa fase preparatória chegaram a Brasília sendo consolidadas em 346 pela Comissão de Relatoria. Os delegados participantes do evento representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores e gestores/prestadores de serviço em saúde serão os responsáveis por apreciar e votar tais propostas.
O SINDACS-AL que teve participação marcante nas conferencias municípais e na conferencia Estadual de Saúde de Alagoas conseguiu eleger o Diretor Administrativo, Manoel Felix Ferreira para nos representar na Conferencia Nacional, Felix estará junto com os demais agentes do Brasil defendendo as bandeiras de luta da nossa categoria.
Serviço
14ª Conferência Nacional de Saúde
Data: 30/11 a 04/12
Horário das 9h às 21h
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília

Movimento pelo SUS

Militância CUTista ocupa a esplanada dos ministérios no ato em Defesa do SUS

01/12/2011

Mobilização marca o primeiro dia da 14º Conferência Nacional de Saúde e CNTSS lança Campanha 30H É o limite.

Escrito por: Marize Muniz


Milhares de dirigentes e militantes da CUT de todos os Estados do País, e outras entidades de movimentos sociais, especialmente ligados a área da saúde, participaram nesta quarta-feira (30), em Brasília, de uma caminhada pela esplanada dos Ministérios e um ato público, em frente ao Congresso Nacional, para defender o Sistema Único de Saúde (SUS).
 A manifestação faz parte das atividades da 14º Conferência Nacional de Saúde, cujo tema é: “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Público, patrimônio do povo brasileiro”. A Conferência, que é considerado o maior evento brasileiro na área de saúde, debaterá desafios, perspectivas e aprovará propostas de melhorias para o SUS, sistema, acontece entre 30 de novembro e 4 de dezembro, também na capital federal.
 As bandeiras do movimento em defesa do SUS estavam escritas de forma clara em dezenas de faixas e cartazes que os militantes empunhavam, sem se intimidar, ora debaixo de sol, ora de chuva:
 - pela regulamentação da emenda 29;
 - mais recursos para o SUS;
 - combate a terceirização; e,
 -  30 horas é o limite!
 E as palavras de ordem eram cantadas em alto e bom som. Entre elas, as mais repetidas foram: “A nossa luta é todo dia, saúde não é mercadoria”; e, “Dilma, preste atenção, é 10% da União”.
De cima do caminhão de som, a presidente da CNTSS-CUT (Confederação dos Trabalhadores em Seguridade Social, Maria Aparecida do Amaral Godói de Faria, falou sobre as bandeiras que os movimentos sociais vão defender durante a Conferência e também porque decidiram fazer a caminhada e o ato em frente ao Congresso.
 Uma das bandeiras mais importantes para os movimentos sociais, segundo ela, é a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 29, que determina índices mínimos de aplicação da receita bruta para a saúde para as três esferas de governo (12% para os estados, 15% para os municípios e o equivalente ao orçamento anterior mais o a variação do Produto Interno Bruto (PIB), no caso da União.
 O secretário de Organização da CUT, Jacy Afonso, aproveitou para reforçar os esforços da central no sentido de garantir o financiamento do SUS. “A CUT”, disse ele, “é a favor da implantação do imposto sobre grandes fortunas, uma maneira de reduzirmos a injustiça que representa a estrutura tributária brasileira”.
Segundo Jacy, “o imposto no Brasil é regressivo. Quem paga mais é o povo, que é taxado no salário e no consumo. Os ricos pagam muito pouco. Queremos taxar as grandes fortunas e usar esse recurso para investimentos em uma saúde de qualidade”.
 A presidente da CNTSS-CUT falou também sobre as outras duas bandeiras que serão defendidas no evento: combate a terceirização; e, jornada de 30 horas semanais.
 
  Augusto Coelho  
Maria Aparecida Faria - presidente da CNTSS
Maria Aparecida Faria - presidente da CNTSS
“Estamos relançando a campanha pelo limite de 30 horas para podermos atender melhor a população, para que a gente possa se qualificar mais e garantir um bom atendimento a todos que recorrerem ao sistema público de saúde”, disse Maria Godói.
 Esta campanha, segundo a dirigente, foi lançada em 1996 e de lá para cá muitos municípios brasileiros regulamentaram as 30 horas. “E já tem categorias, como técnico em radiologia e médicos, por exemplo, com jornadas de 20 horas”, garantiu a presidente da CNTSS-CUT.
   Além disso, as 20 horas são para que os trabalhadores tenham melhor qualidade de vida, dedicação exclusiva, disse o secretário de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney, que explicou: “tem trabalhadores com dois vínculos, trabalham 30 horas em um local e mais 30 com outro”.
 Segundo ele, a jornada de 20 horas é uma luta histórica da CNTSS-CUT, que quer garantir mais salário e também mais tempo para o trabalhador se qualificar, ter lazer e conviver com a família.
 A manifestação terminou com um ato em frente ao Congresso Nacional. O objetivo dos organizadores foi mandar um recado aos senadores para que eles aprovem, ainda este ano, o texto da regulamentação da EC 29 tal qual foi aprovado na Câmara dos Deputados, em setembro.
 Solaney, que faz parte da comissão organizadora da 14ª Conferência, acredita que o senado não deve alterar o texto e vai garantir os 10% da receita bruta do país para a saúde. O receio, disse ele, “é que a presidenta Dilma Roussef vete”.
  Augusto Coelho  
Jacy(esquerda), Maria e Solaney
Jacy(esquerda), Maria e Solaney

Segundo Solaney,  o movimento social, agora, tem de pressionar a Dilma. “A luta é para que o governo não modifique o que vai sair do senado. Se fizer isso vai comprar briga com os movimentos sociais, especialmente os da saúde, que historicamente defendem os 10% do PIB para o setor”, argumentou o dirigente.
 Também participaram da manifestação, representantes da CTB, CGTB,  CONASEMS,  CONASS, CONTAG, CONAM,  CNBB, CNTSS, COBAP e UNE.